• MARIO BASTOS

Numa noite de chuva


A noite caiu, o silencio começou a rondar meu espírito e eu cá, sozinho no meu quarto numa noite de chuva. Aquele barulho característico e terapêutico das gostas da chuva caindo sobre os telhados, asfalto e a vegetação, essas gotas fazem das nossas imaginações verdadeiros celeiros de informações. Se fecharmos os olhos, começaremos ao ritmo doce e intenso dessa água divina lavando nossas almas, a nos projetar por mundos já visitados, ou ainda inexploráveis, isso mesmo, pois curtir essa sensação é uma verdadeira viagem. Viagem essa que você levará consigo um passageiro muito importante e de vital importância para seu ser e sabe quem é? Você mesmo, pois me conte quando foi a última vez que encontrastes a ti mesmo? O ser humano é um mistério até mesmo para a ciência, mas existem muitas oportunidades que perdemos por não ter o devido cuidado de perceber, que ela (a oportunidade) está batendo a nossa porta e não nos damos conta. Oportunidades sempre as teremos, mas as perdidas não voltam mais. Continuando nessa “viagem” pelo meu ser, começo a sentir sensações que há muito tempo não sentia, como por exemplo: o “barulho” do silencio, a minha própria respiração e até mesmo como um minuto demora a passar e o quanto ele é importante para que possamos tomar uma atitude, pois num simples minuto nós podemos nos salvar de um desastre: emocional, físico ou até mesmo psíquico. Com os olhos fechados, conseguimos através dos olhos da alma enxergar a nós mesmos, pelo avesso, podem me chamar de louco, mas tenho tempo, disposição e vontade de me conhecer mais a cada momento que me permito a isso, pois nos enxergando “do avesso” podemos fazer uma análise perfeita de tudo que estamos fazendo com a nossa vida, o que estamos fazendo com os outros, enfim, onde estamos errando ou acertando, nessa jornada aqui pelo planeta Terra. A chuva, ou melhor, como sou íntimo dela, a “chuvinha”, continua caindo lá fora e eu aqui num silencio “louco” de barulhento seguindo a minha missão do autoconhecimento, essa busca do autoconhecimento seria muito bom que todos a fizessem, pois trata-se de suma importância, uma vez que vemos muito por aí as pessoas cuidando e querendo resolver a vida dos outros e deixando as suas mesmas jogadas ao vento. E como diz o velho ditado “De médico e louco todo mundo tem um pouco”, então eu aconselho: seja médico de si mesmo, pois quando você aponta um dedo para alguém tem três dedos de sua própria mão apontados para você. A harmonia da chuva acariciando minha alma me permite ter mais clareza de raciocínio e de pensar, fazendo com que acredite mais em mim mesmo e ter a noção que as respostas que preciso estão dentro do meu ser. “A chuva é o momento que Deus demonstra que precisamos parar e agradecer a oportunidade dada para a conquista de o meu próprio ser”. MARIO BASTOS


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