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Momentos de Reflexão

18/03/2015

Com o passar do tempo, a humanidade vai acelerando mais e mais a velocidade em busca de novos conhecimentos, descobertas, pesquisas, em todas as áreas de atividade. Chega a ser inacreditável a evolução tecnológica pela qual estamos vivendo.

Esse ritmo alucinante faz com que o ser humano, entre num verdadeiro “turbilhão” de informações, de sensações, de situações, que o levam cada vez mais longe de si próprio, da sua essência, e assim ele se sente cada vez mais desconhecido de si mesmo.

Parece estranho falar assim, mas é a pura verdade, por isso que cada vez mais os consultórios dos psicólogos e dos psiquiatras, aumentam sua clientela. O número de terapias alternativas vai se diversificando, a literatura de auto-ajuda, vem fazendo sucesso na cabeceira dos quartos das pessoas.
A busca do verdadeiro “eu”, a fórmula do sucesso, seja feliz, são assuntos da moda atualmente, mas a grande preocupação é que seja apenas um modismo, e não uma preocupação do ser humano, pois a tendência a este tipo de conduta (modismo), faz das pessoas cada vez mais solitárias e vazias de espírito, e assim se tornam verdadeiros “robôs” de carne e osso, programados para trabalhar, constituir família, deixar a vida lhe levar e aguardar a hora da morte. Esta maneira de viver está todos os dias ao redor de cada um de nós, na nossa vizinhança, dentro de nossa própria família, assim a vida passa por você, e faz também com que passemos por ela, sem maiores emoções, sem estímulos, sem amor, sem felicidade, sem ânimo e principalmente sem quase nenhum aprendizado.

Aprendizado, este que seria e deveria ser repassado para outras gerações, que visualizam em nós a experiência e a grandeza de estímulos, mas que na verdade não irão encontra-la, pois a cada dia nos tornamos escravos deste mundo capitalista e devorador.

De repente bate a sua porta, uma doença, fazendo com que você fique acamado, ou até mesmo internado em uma clínica ou num hospital. Sem que se perceba nos “freiam” e todos aqueles afazeres tem que esperar. Os compromissos são repentinamente deixados de lado, e você doente, tanto no seu físico, quanto na sua alma se vê isolado e desesperado vendo as horas passando lentamente e deixando você ficar entediado.

Acredito que se a vida lhe proporcionou este momento, o fez porque era necessário, não para que você adoecesse, mas sim para que você desse um “tempo” para poder apreciar o que realmente está fazendo de sua vida, qual o rumo que você deve dar a ela. Rumo este que provavelmente está precisando de uns ajustes, mas somente a sua mão é que pode alterar o curso desse leme.

Então procure efetivamente aproveitar este momento e reflita, faça um exame da sua vida, das suas atitudes, dos seus atos, das suas amizades e aproveite para se conhecer um pouco mais e verificar com eficácia porquê, para quê e para quem você deve se dedicar, porque se conhecendo melhor e conhecendo melhor as pessoas que o cercam você sofrerá menos nos revezes da vida, transformando o ruim em experiência e o que de bom a vida lhe proporciona, num verdadeiro dia de carnaval, onde você é o principal destaque da passarela da sua existência.

“Meditar é conhecer a melhor forma de conversar com a alma”.
MARIO BASTOS
 

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